Jensen Huang diz que a IA não destruirá empregos, mas estudo aponta queda em provas sem IA
Em entrevista a Ezra Klein, do The New York Times, Jensen Huang, CEO da Nvidia, disse que a ideia de que a IA destruirá empregos é “fundamentalmente errada”. Para ele, a tecnologia automatiza tarefas, mas não o propósito humano de algumas profissões; citou a radiologia como exemplo e destacou a ambição humana como fator ignorado nas previsões sobre trabalho. Huang também descreveu a IA como uma tecnologia que poderá executar projetos e tarefas, além de responder perguntas.
O Xataka apresentou um estudo com 26.000 estudantes do ensino médio que usavam IA nos deveres. As notas subiram 18% e o tempo gasto caiu 30%, mas as notas em provas sem acesso à IA caíram 20% após seis meses e até 24% nas provas de acesso à universidade em dois anos. O resultado sugere ganhos imediatos, mas dificuldades para desenvolver habilidades de longo prazo.
Por que importa · interpretação editorial
O contraste entre a visão de Huang e os resultados do estudo sugere que o impacto da IA depende não apenas de quais tarefas ela automatiza, mas também de como seu uso afeta a formação de habilidades. Para escolas e empregadores, ganhos imediatos de produtividade podem exigir atenção aos efeitos no desempenho sem assistência.
Fontes
SociedadePesquisa