Pentágono pede US$ 30,3 milhões para detector de mentiras com IA
Segundo um pedido orçamentário do Departamento de Defesa, o governo dos EUA quer investir US$ 30,3 milhões nos próximos cinco anos no Polygraph+, também chamado Polygraph Next. Administrado pela Defense Counterintelligence and Security Agency (DCSA), o programa pretende modernizar tecnologias de polígrafo com algoritmos de IA e aprendizado de máquina, além de “sensoriamento remoto”, que mede sinais fisiológicos sem equipamentos presos ao corpo. O uso previsto inclui avaliar candidatos a empregos e detectar ameaças internas; o pedido ainda não foi aprovado pelo Congresso.
O MIT Technology Review informa que os detalhes foram publicados primeiro pelo Inside Defense. Especialistas questionam a confiabilidade dos polígrafos, e Kyri Kotsoglou, da Northumbria University, considera o projeto uma tentativa equivocada de reduzir algo complexo a medições tangíveis. A tecnologia atual mede pressão arterial, pulso, respiração e suor, mas seus resultados são raramente aceitos em tribunais e já foram criticados por órgãos de pesquisa dos EUA.
Por que importa · interpretação editorial
O pedido coloca a IA no centro de decisões de segurança e contratação, mas especialistas questionam se sinais fisiológicos podem sustentar avaliações confiáveis. Como o financiamento ainda depende do Congresso e os polígrafos têm uso judicial limitado, a proposta também levanta questões sobre validação e responsabilidade institucional.
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