5 de novembro de 2026 Entenda o que muda. Descubra o que usar.

IA na práticaNotícia1 fonte

MIT Technology Review Brasil defende IA na operação jurídica e advogado na decisão

Artigo publicado pela MIT Technology Review Brasil argumenta que a adoção de IA no setor jurídico não deve apenas acelerar tarefas existentes. A proposta é aplicar engenharia reversa aos processos — desmontando, questionando, descartando, redistribuindo e remontando etapas — para eliminar atividades desnecessárias e concentrar o advogado em desvios, riscos e negociações reais. Em um fluxo de acordos de confidencialidade, por exemplo, um playbook claro, modelos padronizados e IA operando dentro de parâmetros definidos pelo Jurídico poderiam reduzir um processo descrito no texto como tendo doze etapas a poucas etapas.

O artigo ressalta que colocar a IA no centro da operação não significa transferir à tecnologia o julgamento jurídico, a responsabilidade profissional ou a relação de confiança com o cliente. Ao citar o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994), também destaca a indispensabilidade do advogado, a proteção de seus dados e comunicações, a independência técnica e o risco ético de assinar, sem leitura crítica, uma peça gerada por máquina.

Por que importa · interpretação editorial

A proposta desloca o debate de simplesmente automatizar tarefas para redesenhar operações jurídicas, potencialmente liberando advogados para riscos, desvios e negociações. Ao mesmo tempo, a adoção depende de limites definidos pelo departamento jurídico e de revisão crítica, porque responsabilidade profissional, confidencialidade e independência técnica permanecem humanas.

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