Mudança de “IA” para “Superinteligência” de Trump tem adesão desigual no governo dos EUA
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Uma ordem executiva assinada por Trump no fim de setembro instruiu as agências governamentais dos Estados Unidos a substituir “Inteligência Artificial” por “Superinteligência”, ou “SI”. Um mês depois, o novo termo já aparece em sites do governo e em solicitações oficiais, incluindo um pedido do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) para sistemas de vigilância “alimentados por SI”. Alguns sites, como o dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), avisam que as duas terminologias poderão aparecer durante a transição.
A adesão, porém, é irregular. O Pentágono usou “IA” ao anunciar o Projeto Meridian, a Comissão Federal de Comércio (FTC) escreveu “superinteligência” em uma palavra, e comunicados recentes do Departamento de Saúde e Serviços Humanos não adotaram o novo termo. Segundo a MIT Technology Review Brasil, a mudança pode transformar uma escolha linguística em teste de alinhamento político, embora “IA” provavelmente continue presente em programas e documentos já existentes.
Por que importa · interpretação editorial
A mudança de terminologia já afeta sites, pedidos oficiais e a descrição de sistemas de vigilância, enquanto sua adoção desigual cria possíveis inconsistências na comunicação entre órgãos. A avaliação da MIT Technology Review Brasil também aponta que o vocabulário pode passar a funcionar como sinal de alinhamento político, sem substituir imediatamente “AI” em programas existentes.
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